"EU SOU O BOM PASTOR;O BOM PASTOR DÁ A SUA VIDA PELAS OVELHAS."( JO 10,11)

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PAX ET BONUM

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

18 de novembro de 2011
CASA DE ORAÇÃO
1Macabeus 4, 36-37.52-59; Lucas 19,45-48
Lucas nos apresenta um relato muito simples, sem maiores pormenores, da expulsão dos vendilhões do templo.  Compraz-se em afirmar que sua casa do Pai de Jesus  é casa de oração.
Oração! Quanta beleza e quanto mistério!  Nossa vida é uma oração.  Estamos sempre abertos ao mistério desse Deus grande e belo que nos envolve, nos cerca e nos perscruta. Não podemos deslizar pelos caminhos da vida sem prestar atenção a seus apelos e à sua presença perto de nos. Em nosso existir vamos tentando nos ligar ao seu olhar, à sua fala, às suas inspirações.  E assim nesse cotidiano das coisas que se repetem acercamo-nos de sua luz. Por vezes isso se faz no silêncio do quarto e no sacrário de nossa consciência. Estamos com o Senhor.  Deixamos, em momentos de silêncio, que o tumulto cesse dentro de nós.  Tomamos um salmo, autorizamos que as palavras nos penetrem e simplesmente estamos com o Amado que nos ama.  Outras vezes unimos nossas  vozes às vozes de outros e fazemos chegar aos céus,  num coral de gente pobre,  nosso louvor, nosso agradecimento, nosso preito de entrega ao Senhor.  Essa oração comunitária fazemos em nossas casas, na Igreja doméstica, mas também nos templos.
Os templos católicos têm um mistério todo próprio. Após a celebração da Eucaristia há partículas conservadas no tabernáculo de tal forma que naquele espaço continua, de alguma forma, a se dar a oferenda de Cristo ao Pai nas aparências do pão e do vinho, já que a Eucaristia atualiza o mistério pascal do Senhor.  As pessoas, individual ou comunitariamente,  se dirigem ao templo com aperto no coração, com explosão de alegria e, nas transparência de suas vidas,  se entregam ao Senhor.
Assim, o templo, a casa do Senhor, se torna um lugar de encontro de sedentos de Deus, de pessoas desejosas do perdão, de seres desarmados, de pessoas que não têm outro interesse senão o de estar com o Senhor no silêncio de seus corações e na alegria da reunião com todos os irmãos.
Lucas lembra que Jesus ensinava todos os dias no templo.  O templo é lugar onde é servida aos viandantes e peregrinos o pão da palavra que nutre a fé:  uma razão a mais para que nos que frequentam o templo não tenham interesses menos nobres.
O evangelista conclui dizendo que o “povo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar”.

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